Por que serviços?

O setor de serviços já é a maior e mais influente atividade econômica em nível global. Até mesmo economias menos desenvolvidas, como várias da África, já encontram nos serviços a sua atividade predominante. É também neste setor que a maior parte das pessoas encontrará não apenas o seu primeiro emprego, mas o emprego das suas vidas.

Mas os serviços se tornarão ainda mais influentes ao longo das próximas décadas. Profundas mudanças na organização e nas tecnologias de produção, mudanças das preferências dos consumidores e, sobretudo, mudanças na natureza dos bens e serviços estão alterando e transformando o funcionamento das economias modernas. De fato, bens e serviços estão se combinando através de uma relação cada vez mais sinergética e simbiótica para formar um terceiro produto que nem é um bem industrial tradicional, nem tampouco um serviço convencional – pense no smartphone. A OCDE estima que, quando calculado em valor adicionado, os serviços venham a corresponder a 75% do comércio global até 2025 – hoje, os serviços já são 54% do comércio e a maior parte dos investimentos diretos estrangeiros.

Mas, a despeito da sua importância, a “servicização” das economias ainda é relativamente pouco explorada. Sabemos muito menos do que deveríamos para dar conta dos desafios de desenvolver políticas privadas e públicas. E também sabemos relativamente pouco sobre as implicações dos serviços, incluindo na competitividade das empresas e dos países, crescimento econômico, bem-estar das famílias, mercado de trabalho, comércio internacional, fluxo de capitais, investimentos, tecnologias e desenvolvimento econômico.

Este blog tem como objetivo contribuir para o debate seja através de posts, dicas de referências bibliográficas, dados e divulgação de eventos. O blog pretende ser um espaço aberto e democrático para discussão.

Esperamos que o blog lhe seja útil. A sua contribuição e participação serão muito bem-vindas.

 

Quem somos?

 

Autores

Jorge Arbache

IMG_1915 (2)Jorge tem experiência nas áreas governamental, setor privado, organizações internacionais e academia. Tem se dedicado às agendas de crescimento econômico e de políticas setoriais, incluindo competitividade, produtividade, inovação, tecnologia, educação, comércio internacional, investimentos e competição. É professor de economia da Universidade de Brasília. Foi assessor econômico da Presidência do BNDES entre 2010 e 2014. Antes de se juntar ao BNDES, era economista sênior do Banco Mundial em Washington, DC, onde, dentre outras funções, dirigiu várias edições do relatório anual do Banco Mundial para a África. Jorge é colunista no Jornal Valor Econômico.

Rafael Moreira

3231043Rafael é economista, com graduação pela Universidade de Maryland (EUA) e mestrado pela Universidade de Brasília – UnB. É analista na área de estudos e pesquisas do Sebrae Nacional desde 2011, onde coordena diversos trabalhos com bases primárias e secundárias de alcance nacional. Seus interesses de pesquisa envolvem serviços, produtividade, micro e pequenas empresas, comércio exterior e empreendedorismo.

 

Colaboradores

Anaely Machado

AnaelyAnaely é economista graduada pela Universidade de Brasília em 2013. Trabalhou na Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, onde  obteve experiência em setor público, regulação econômica e advocacia da concorrência. É aluna do mestrado em Economia da UnB, com interesse em pesquisa sobre economia de serviços, competitividade e comércio internacional.