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Internet das Coisas: dispositivos conectados

Que o mundo está cada vez mais conectado não é novidade. Basta um olhar sobre o aumento do fluxo internacional de dados para ter certeza que o futuro envolve o uso de tecnologias que permitem o compartilhamento imediato de informações. Para além disso, a expansão da rede vem abrindo portas para a chamada Internet das Coisas (ou Internet of Things – IoT, na sigla em inglês), que possibilita o acesso imediato não apenas à informação, mas também a dispositivos em qualquer lugar do planeta.

De acordo com a International Telecommunication Union (ITU), a Internet das Coisas pode ser entendida como uma infraestrutura global, envolvendo tecnologias de informação e comunicação, que viabiliza serviços avançados por meio da interconexão de “coisas”. Em outras palavras, IoT refere-se à capacidade de conectar dispositivos de todos os tipos.

Essencialmente, a Internet das Coisas torna possível o desenvolvimento de sistemas inteligentes. Qualquer tipo de sistema. Casas, carros, fábricas, cidades.

Um dia típico de um cidadão que vive em um sistema inteligente é acordar com um despertador que envia um comando para que a cafeteira inicie o preparo de seu café. Esse mesmo cidadão se desloca para o trabalho em um veículo que não precisa de um motorista e trabalha em uma fábrica cujas máquinas funcionam sozinhas e são acionadas com apenas um clique (a distância, claro). Enquanto isso, o relógio desse cidadão monitora sua frequência cardíaca e envia relatórios instantâneos para o computador de seu cardiologista.

Nenhuma dessas tecnologias é novidade. Eletrodomésticos conectados, carros inteligentes e manufatura digital já são uma realidade. E todas elas são parte do que chamamos de Internet das Coisas.

Segundo estimativas da Accenture, com base em dados para 20 países, a IoT adicionará US$ 14 trilhões à economia global até 2030, o que representará um crescimento de 1,5% do PIB real mundial. Os dados são ainda mais surpreendentes ao se constatar que o número de dispositivos conectados é maior do que o de pessoas no mundo – isso já em 2008, conforme a Cisco. Até 2020, estima-se que existirão mais de 50 bilhões de dispositivos conectados à Internet. Para que o Brasil se beneficie de maneira plena dessa revolução, será preciso melhorar consideravelmente nossa infraestrutura, principalmente de acesso à Internet.

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2 Comments

  1. NOELIO DANTASLÉ SPINOLA

    05/04/2016 at 7:29 am

    Desculpem se estou escrevendo no lugar impróprio, quanto ao texto e ao assunto ora abordados considero-os muito bons e atuais. Como de resto todo o material produzido pelo blog. Ele cobre uma lacuna na área de serviços. Como nada é perfeito reparo apenas a concentração das matérias na área de TI. Lembro que os serviços se estendem por um vasto campo como a cultura, o turismo, os transportes, a administração de negócios etc. Existem também os serviços de “pobres” que provavelmente jamais serão abordados como, por exemplo, os domésticos, os de beleza, etc. Por favor, pensem nisto!

    • Olá, Noelio! Obrigado pela visita e pelos comentários, que são muito bem-vindos. Sua observação é bastante pertinente. Sabemos que os serviços se estendem para além das atividades de alto valor agregado. Tentamos, sempre que possível, falar de outras atividades, como quando convidamos a Priscila Santiago, especialista em transportes, para falar sobre o tema. Naturalmente, podemos explorar mais as atividades para o consumidor final, como as que você citou. Inclusive, caso tenha interesse em publicar um post que cubra as áreas mencionadas, estamos abertos a contribuições, que podem ser enviadas para contato@economiadeservicos.com

      Abraço, Rafael.

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