Nos últimos anos, vem ocorrendo uma clara mudança na dinâmica de criação de empregos no país, conforme apresentado no gráfico abaixo. A rápida verificação do movimento de trabalhadores admitidos menos os desligados indica que, a partir de 2010, o saldo de emprego passou a ser cada vez menor. Apesar disso, a geração de vagas ainda foi suficiente para reduzir a taxa de desemprego, que alcançou a taxa mínima histórica em dezembro de 2014 (4,3%).

A situação mudou quando a economia perdeu capacidade de gerar saldos positivos de postos de trabalho. Em um primeiro momento, foi o setor industrial que apresentou indícios da dificuldade de manter o nível de emprego, registrando saldo negativo ao final de 2014. No entanto, ainda assim a taxa de desemprego se manteve baixa em razão da geração de empregos no setor de serviços, que compensou a redução das vagas na indústria.

Mas, em 2015, essa compensação deixa de acontecer. Dados de janeiro a junho mostram que o setor de serviços já acumula saldo negativo de quase 157 mil postos de trabalho. Com isto, o setor que mais gerava vagas no país mudou de tendência, evidenciando um potencial aumento do desemprego nos próximos meses.

Dinâmica do Emprego

Gráfico emprego

Fonte: PME/IBGE e CAGED/MTE. Elaboração própria.

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